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Ao todo, 16 mulheres já passaram pela Assembleia Legislativa do Acre de 1978 a 2026
Reprodução/g1
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não terá nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027.
O resultado das eleições de 2026 definiu uma composição formada exclusivamente por homens para a próxima legislatura e coloca o estado como o único do país sem representação feminina no legislativo estadual.
(Veja o quadro abaixo) A situação também repete o mesmo cenário de 1994, quando também nenhuma foi escolhida nas urnas.
Desde a criação da Aleac, em 1962, apenas 16 mulheres foram eleitas para o cargo.
(Confira o histórico mais abaixo) Dos 24 eleitos, 16 foram reeleitos e oito conquistaram o primeiro mandato, de acordo com o resultado eleitoral divulgado no domingo (4), após 100% das urnas apuradas.
(Veja a lista completa no final da reportagem) ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp ELEIÇÕES 2026: Acompanhe a cobertura completa das eleições no Acre g1 no BDAC: Renato Menezes comenta sobre resultado das Eleições 2026 no Acre Segundo levantamento do g1 com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das 138 mulheres candidatas nas eleições de 2026, a maior parte delas, o equivalente a 86, disputou vagas para a Aleac. O resultado deste pleito, inclusive, tirou da próxima composição as três mulheres que atualmente ocupam cadeiras na Casa e que haviam tentado a reeleição: Michelle Melo (União), Antônia Sales (MDB) e Maria Antônia (PP). O cenário ocorre em um estado onde as mulheres representam a maioria do eleitorado.
Nas eleições de 2026, 52% dos eleitores acreanos eram mulheres, enquanto os homens representavam 48%. Mulheres eleitas para as Assembleias em 2026 *No Distrito Federal, há Câmara Legislativa em vez de uma Assembleia porque é uma entidade federativa única.
Contudo, o DF acumula as competências legislativas e administrativas de ambos.
Logo, a Câmara exerce, ao mesmo tempo, as funções que caberiam a uma Assembleia Legislativa (estadual) e a uma Câmara de Vereadores (municipal). Histórico A ausência de mulheres na próxima legislatura ocorre 48 anos depois da chegada das primeiras deputadas estaduais ao Acre. A Aleac foi criada em 1962 e passou os primeiros anos sem nenhuma mulher entre os parlamentares.
Em 1978, 16 anos depois da criação da Assembleia, Iolanda Fleming, Railda Pereira e Mirian Pascoal chegaram à Casa e se tornaram as primeiras mulheres a ocupar cadeiras no Legislativo estadual. Desde então, a presença feminina passou a aparecer em diferentes legislaturas, mas com oscilações no número de eleitas.
Em 1982, foram três mulheres; em 1986, uma; e em 1990, duas.
(Veja o gráfico abaixo) Em 1994, nenhuma mulher foi eleita para a Assembleia Legislativa do Acre.
A presença feminina voltou à Casa na eleição seguinte, em 1998, com duas.
Em 2002, o número se repetiu; em 2006, foram quatro; em 2010, três; em 2014, quatro; em 2018, quatro; e, em 2022, três. A eleição de 2026 repetiu o cenário de 1994 e, com isso, marcou a segunda eleição, desde 1978, sem nenhuma mulher eleita para o Legislativo estadual. Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) Arquivo/Aleac 16 mulheres ao todo De 1978 a 2026, 16 mulheres passaram pela casa legislativa, desconsiderando as reeleitas.
Entre elas estão nomes como Iolanda Fleming (ex-governadora do Acre) e Marina Silva (ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente).
Com relação às recordistas de mandato, destacam-se Maria Antônia (PP) e Antônia Sales (MDB) com 5 (ambas tentavam o sexto mandato), seguidas por Naluh Gouveia (que não disputa mais cargos eletivos) e Maria das Vitórias (atual 1ª suplente de Petecão na legislatura 2019-2027) com 3.
Mulheres na Aleac desde 1978 Cota de gênero A maior concentração de mulheres nas candidaturas proporcionais este ano também estava relacionada às regras eleitorais.
Pela legislação, os partidos e federações precisam registrar no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. A regra vale para as disputas de deputado estadual e deputado federal e é calculada sobre o total de candidaturas efetivamente registradas pelo partido ou federação, e não sobre a quantidade de vagas disponíveis. O número de candidatas variou entre os partidos que disputaram as eleições no Acre.
O Agir registrou uma mulher, somente para cargo de vice-governadora, enquanto o Podemos teve 13 candidatas, o maior número identificado no levantamento.
Confira os dados completos aqui. Veja como fica a composição da Aleac a partir de 2027 Reprodução/g1 O PP terá a maior bancada da próxima legislatura, com cinco cadeiras.
União Brasil e PL terão quatro parlamentares cada, enquanto o Republicanos terá três. MDB e PSD elegeram dois deputados cada.
PDT, Novo, PCdoB e PSDB terão uma cadeira cada. Veja a composição da Assembleia Legislativa do Acre a partir de 2027 Reprodução Confira a lista de deputados estaduais eleitos no Acre em 2026: Nicolau Júnior (PP) - 3,84% dos votos válidos (18.149 votos) - [REELEITO] Fagner Calegário (União) - 2,88% dos votos válidos (13.640 votos) - [REELEITO] Clodoaldo Rodrigues (PP) - 2,87% dos votos válidos (13,575 votos) - [REELEITO] André da Droga Vale (PP) - 2,78% dos votos válidos (13.173 votos) - [REELEITO] Marcus Alexandre (MDB) - 2,72% dos votos válidos (12.872 votos) - [ELEITO] Manoel Moraes (PP) - 2,71% dos votos válidos (12.837 votos) - [REELEITO] Tanízio Sá (MDB) - 2,54% dos votos válidos (12.023 votos) - [REELEITO] Chiquinho do Duda (PL) - 2,43% dos votos válidos (11.514 votos) - [ELEITO] Adailton Cruz (União) - 2,43% dos votos válidos (11.476 votos) - [REELEITO] Samir Bestene (PP) - 2,40% dos votos válidos (11.335 votos) - [ELEITO] Eduardo Ribeiro (Republicanos) - 2,38% dos votos válidos (11.282 votos) - [REELEITO] Arlenilson Cunha (PL) - 2,14% dos votos válidos (10.144 votos) - [REELEITO] Tchê (PDT) - 2,11% dos votos válidos (10.003 votos) - [REELEITO] Tio Pablo Bregense (União) - 2,11% dos votos válidos (9.981 votos) - [REELEITO] Gene Diniz (Republicanos) - 2,08% dos votos válidos (9.835 votos) - [REELEITO] Afonso Fernandes (União) - 2,03% dos votos válidos (9.593 votos) - [REELEITO] Emerson Jarude (Novo) - 1,99% dos votos válidos (9.434 votos) - [REELEITO] Edvaldo Magalhães (PCdoB) - 1,96% dos votos válidos (9.273 votos) - [REELEITO] Tadeu Hassem (Republicanos) - 1,82% dos votos válidos (8.598 votos) - [REELEITO] Raimundo Neném (PL) - 1,71% dos votos válidos (8.069 votos) - [ELEITO] Gláucio Pedrosa (PL) - 1,70% dos votos válidos (8.029 votos) - [ELEITO] Jailson Amorim (PSD) - 1,09% dos votos válidos (5.158 votos) - [ELEITO] Antônio Pedro (PSD) - 1,08% dos votos válidos (5.118 votos) - [ELEITO] Leôncio Castro (PSDB) - 1,04% dos votos válidos (4.933 votos) - [ELEITO] VÍDEOS: g1