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Influencer que gastou R$ 100 mil para parecer com Cauã Reymond pode ser preso por voltar a publicar nas redes sociais
16/04/2026
Influencer que gastou R$ 100 mil para parecer com Cauã Reymond pode ser preso no Ceará.
O influencer Gleiciano Martins de Sousa, conhecido como também como Junior Azevedo, pode voltar a ser preso após pedido do Ministério Público.
Ele estaria, conforme o MP, descumprindo medidas cautelares determinadas pela Justiça ao voltar a publicar conteúdo nas redes sociais.
Gleiciano mora no município de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza.
Anteriormente, Gleiciano ganhou destaque nas redes sociais após afirmar que gastou mais de R$ 100 mil em cirurgias plásticas e harmonização facial para tentar ficar parecido com o ator Cauã Reymond.
Ele foi preso, em 2025, acusado de fazer parte de uma organização criminosa, conforme o MP, voltada para a prática de estelionato, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro, operando através da exploração de jogos de azar eletrônicos fraudulentos, popularmente conhecido como "Jogo do Tigrinho".
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Após a prisão, Gleiciano foi liberado sob uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Entre as condições, está a proibição absoluta de acesso à internet e redes sociais — o que estaria sendo descumprido pelo influencer, conforme o MP.
A defesa do influencer, representada pela advogada Elaine Maria Mota Araújo, fez um pedido de habeas corpus preventivo alegando que Gleiciano está sob "ameaça concreta e iminente de restrição à sua liberdade de locomoção" devido ao pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público.
Descumprimento das medidas
Influencer que gastou R$ 100 mil para parecer Cauã Reymond pode ser preso por voltar a publicar nas redes sociais.
Redes sociais/Reprodução
Gleiciano, após a liberdade assistida, passou a publicar vídeos contando episódios do período em que ele passou preso, revelando a dinâmica do cárcere e também de outros detentos.
Ele também passou a gravar conteúdo sobre a rotina usando tornozeleira eletrônica.
"[...] A análise de dados em fontes abertas revelou que o monitorado violou a decisão judicial de forma reiterada, sistemática e dolosa.
Ao contrário de episódios isolados ou equívocos justificáveis, a conduta do requerido demonstra um comportamento de total desprezo e escárnio pelas restrições impostas", argumentou o órgão ministerial.
Os conteúdos mais recentes de Gleiciano passaram a se voltar para o lado político, em que ele se coloca como militante de direita e "ex-petista que acordou".
“Diante desse cenário, conclui-se que a monitoração eletrônica e as demais cautelares tornaram-se inócuas, pois o acusado subverteu a finalidade da medida, utilizando a própria condição de egresso do sistema prisional para alavancar sua popularidade virtualmente”, reforçou o MP.
Preso por ‘jogo do tigrinho’
A investigação da "Operação Quéfren" apontou que Gleiciano tinha papel "essencial na captação de vítimas e ocultação de capitais".
Em março de 2024, ele foi contatado pela líder do esquema, que o ofereceu R$ 10 mil em troca da captação de 500 pessoas para jogar na plataforma fraudulenta.
Na divulgação, ele usava uma "conta demo", que é um perfil já programado para simular ganhos falsos e vitórias fáceis, com o objetivo de convencer a aposta de possíveis vítimas.
A investigação também constatou que, entre novembro de 2023 e abril de 2024, Gleiciano movimentou R$ 5.023.593,00 — valor que foi considerado incompatível com as atividades lícitas declaradas por ele.
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