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Serrinha do Paranoá: associação argumenta que área de parque não é a mesma incluída em projeto para salvar BRB
08/04/2026
Moradores e ambientalistas fazem protesto em defesa da Serrinha do Paranoá
Associação de proteção ambiental do Distrito Federal argumenta que a área da Serrinha do Paranoá incluída no projeto de criação de um parque distrital não é a mesma que havia sido incluída no plano apresentado para socorrer o Banco de Brasília (BRB).
Nesta terça-feira (7), um decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do DF autorizando a criação da unidade de conservação após um anúncio feito pela governadora Celina Leão (PP) (veja detalhes abaixo).
A medida estabelece diretrizes para recuperação de áreas degradadas, proteção da fauna e incentivo a atividades como trilhas, ciclismo e educação ambiental.
A gestão do parque ficará sob responsabilidade do Brasília Ambiental (Ibram), que deve elaborar o plano de manejo da unidade no prazo de até dois anos, com participação da comunidade local.
Em nota, o Instituto Brasília Ambiental afirmou que "tanto a Gleba A quanto a área do Parque Distrital da Serrinha do Paranoá fazem parte do conglomerado territorial denominado Serrinha do Paranoá".
A Associação Preserva Serrinha argumenta que a população não participou da definição da área do parque, que eles consideram pequena em comparação ao tamanho da Serrinha do Paranoá.
Os membros da associação temem ainda que a área da gleba A continue sendo usada no plano de socorro ao BRB.
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Áreas diferentes
O terreno de 716 hectares foi apontado como o maior e mais valioso lote incluído na proposta para salvar o BRB.
À época em que o projeto foi enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal, a área foi avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões.
Desde o início, ambientalistas pedem pela retirada da Serrinha do Paranoá do projeto.
O então governador Ibaneis Rocha (MDB) classificou a controvérsia como resultado de uma “guerra de ambientalistas e de pessoas que são contra a solução dada ao Banco de Brasília (BRB)”.
Após Celina Leão assumir o governo, houve uma mudança de discurso, que levou à criação do parque.
No entanto, de acordo com Associação Preserva Serrinha, as duas áreas não são a mesma, o que permitiria que a gleba A continuasse incluída no projeto de socorro ao BRB.
Veja mapa abaixo:
Área da Serrinha do Paranoá, no DF
Reprodução
Em laranja, a área da Terracap, gleba A;
Em amarelo, o parque criado pelo GDF.
Anúncio de retirada
Mapa do Parque Distrital da Serrinha
GDF/Reprodução
No último dia 1º, o GDF anunciou que retiraria a Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano para salvar o Banco de Brasília (BRB).
A governadora Celina Leão (PP) disse que era preciso preservar o meio ambiente.
"Acho que tem coisas que a gente não pode negociar.
O meio ambiente é uma delas.
Então, nós vamos retirar, fazer a criação de um parque ambiental ali naquele lugar.
Retira o foco que é resolver o problema do BRB e traz um foco que é um outro tipo de situação", afirmou durante uma agenda oficial.
Confira a nota divulgada pelo GDF à época:
"A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a retirada da área da Serrinha do Paranoá de qualquer proposta vinculada ao plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB).
A decisão assegura a preservação ambiental da região, considerada sensível e de grande relevância ecológica.
A governadora também determinou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Secretaria de Meio Ambiente a adoção das providências para a criação do Parque da Serrinha, garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável."
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