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Lula sinaliza a aliados que não vai abrir mão de nova indicação para o STF após derrota de Messias
30/04/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, em conversa com aliados na noite desta quarta-feira (29), que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Reunido com aliados do governo no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que deve escolher um novo nome para a Corte, ainda que não de forma imediata.
A expectativa, segundo relatos, é que a indicação ocorra nas próximas semanas.
A posição foi discutida após a rejeição, pelo Senado Federal, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente.
Lula disse a interlocutores que recebeu com tranquilidade a decisão do Congresso Nacional.
Messias, inclusive, estava na reunião.
Um ministro que participou da reunião no Alvorada afirmou ao blog que "não há hipótese de o presidente Lula abrir mão da sua prerrogativa de indicar um nome ao STF".
Em derrota histórica para Lula, Senado rejeita indicação de Messias ao STF
Apesar disso, a votação acendeu alertas no Palácio da Alvorada.
Aliados que participaram da reunião avaliaram que o placar — com apenas 34 votos favoráveis ao indicado — evidenciou traições dentro da base.
Ao longo do encontro informal, auxiliares do presidente, incluindo ministros ligados ao Centrão e não apenas petistas, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso.
Segundo eles, lideranças não conseguiram antecipar que o resultado no plenário seria desfavorável ao indicado.
Quando ficou claro, já durante a sessão, que Messias poderia ser rejeitado, articuladores do governo de outros partidos ainda tentaram adiar a votação.
A tentativa, porém, não foi acatada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Outro ponto debatido na reunião foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças do Congresso.
O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi citado durante a conversa como alguém que teria votado contra o indicado.
O episódio reforçou, entre os presentes, a leitura de que o presidente deve agir rapidamente para garantir sua indicação ao STF ainda durante o atual mandato.
Presidente Lula durante entrevista
Ricardo Stuckert/PR