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Um navio-tanque atracado no cais marítimo de Keiyo, em Sodegaura, província de Chiba, no Japão.
Yuichi Yamazaki / AFP
A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a elevar o preço do petróleo nesta quinta-feira (23).
O barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, bateu os US$ 100 (R$ 506,38), atingindo o maior patamar desde o fim de maio, quando chegou a US$ 99,58 (aproximadamente R$ 503). A alta acontece porque investidores temem que o conflito atrapalhe a oferta de petróleo para o mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O principal motivo é a dificuldade de navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente. 🔍 Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 6,41%, cotado a US$ 100,10 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, subia 4,50%, para US$ 90,74.
No início do mês, antes da intensificação da guerra entre EUA e Irã, o Brent era negociado abaixo de US$ 72 por barril. Agora no g1 Com a continuidade dos ataques, navios petroleiros enfrentam mais dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz, o que aumenta o risco de interrupções no abastecimento mundial. Na quarta-feira (22), os EUA realizaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois países ampliaram as ofensivas contra infraestruturas civis. 💰 A alta do petróleo também aumenta o risco de inflação.
Isso acontece porque o petróleo é usado na produção de combustíveis e influencia o custo do transporte e de diversos produtos.
Quando o preço sobe, empresas tendem a gastar mais e parte desse custo pode ser repassada aos consumidores. Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), podem manter os juros elevados por mais tempo ou até voltar a aumentá-los para conter a alta dos preços. Apesar da preocupação com o petróleo, as bolsas da Ásia fecharam, em sua maioria, em alta.
O índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 3,7%, impulsionado por empresas de inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 0,5%.
*Com informações da agência Associated Press.