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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta terça-feira (3), com um avanço de 0,84% perto das 11h, cotado a R$ 5,4899.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, continuava em trajetória de queda, com um recuo de 1,60% no mesmo horário, aos 165.238 pontos. Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana.
Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994.
Saiba mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O principal destaque da sessão fica com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms.
Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também podem mexer com os negócios.
▶️ As midterms são o principal destaque da sessão.
A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.
Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
(entenda mais abaixo) ▶️ Com as eleições americanas na mira, novos dados do mercado de trabalho dos EUA também ficam no radar.
O indicador deve trazer sinais sobre a economia no país e dar pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na definição das taxas de juros.
▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã.
Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +9,04%; Acumulado do mês: +5,22%; Acumulado do ano: -0,81%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado do mês: --9,88%; Acumulado do ano: +4,22%. Eleições de meio de mandato nos EUA Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms.
A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos.
Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena. O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano.
Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis. Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado. LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms, quando será a votação e o que está em jogo em 2026 SIGA AO VIVO: urnas das midterms abrem em 12 estados da Costa Leste nos EUA Bolsa tem queda histórica O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%.
As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%). Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos operavam mistos nesta terça-feira, conforme investidores seguiam atentos às midterms. Perto das 11h, o Dow Jones tinha alta de 0,41%, enquanto o S&P 500 caía 0,51% e o Nasdaq Composite perdia 1,07%. Na Europa, a maioria dos índices operava em alta.
O DAX, da Alemanha, subia 0,17% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,68% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,36%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes. O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%.
Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%.
No Japão, o Nikkei permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters