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Entenda o caso de estudante que implorou para motorista parar o carro antes de morrer
O vídeo gravado por Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, jovem que morreu em acidente após implorar para o motorista parar o carro, em Alexânia, foi encontrado pela mãe na galeria do celular.
Ao g1, Keila Aparecida Farinha disse que sentiu o medo da filha pela voz e acredita que a jovem pressentia que não voltaria para casa com vida. “Senti o desespero dela.
A voz dela era de muito medo mesmo.
Ela sabia que não voltaria para casa com vida, por isso começou a falar para deixar uma prova” , lembrou a mãe. A mãe revelou que, após o acidente, “sentiu” que iria localizar o celular da filha no pátio onde estava o carro batido.
“Eu e meu esposo fomos até o pátio onde estava o veículo do acidente, porque algo me dizia que iria encontrar o celular lá.
E assim foi.
Perguntei pelos óculos, chave, celular e se tinha mais alguma coisa.
O rapaz nos relatou que o celular estava lá somente.”, contou. Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos conduzia o carro quando capotou.
Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, morreu após ser socorrida Foto: Reprodução / TV Anhanguera e Arquivo pessoal Após encontrar o vídeo, Keila disse que enviou a gravação para a delegacia e, em seguida, levou o aparelho para as provas serem extraídas.
O acidente aconteceu no dia 4 de maio.
O vídeo gravado pela jovem dentro do carro mostra o instante em que ela implora para o motorista não seguir viagem, pois seguiam para Brasília: “Ivan, por favor, estou com medo.
Ivan, por favor, vamos para minha casa?”.
Ele responde com xingamentos dizendo que não há medo.
Depois fala para ela parar de gravar (veja o vídeo no topo).
O motorista do carro, Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (20).
À polícia, ele alegou que eles eram namorados, mas a família disse que ele sempre foi apresentado como um amigo do trabalho.
A defesa de Ivan afirmou que o caso se trata de um acidente de carro em investigação e considerou precipitada a investigação como feminicídio.
De acordo com a advogada Luiza Barreto Braga, não há comprovação da intenção de provocar o acidente.
A defesa afirmou que adotará medidas judiciais para garantir os direitos do investigado, incluindo pedido de habeas corpus (veja a nota completa ao fim do texto).
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Segundo a delegada Silzane Bicalho, responsável pela investigação, os dois passaram o dia anterior em uma chácara e, depois, foram para um bar.
O suspeito disse à polícia que ele teria ficado com ciúmes e dito que iria embora com ela. “Ele falou que estava namorando.
A Kimmberlly era muito popular e ele falou que os caras mexiam com ela.
Falou que iria em Ceilândia, onde os amigos dele estavam”, acrescentou a delegada. Homem é preso suspeito de dirigir bêbado e matar uma mulher em acidente na BR-060 Em depoimento, Ivan disse que, enquanto estava dirigindo, viu um vulto e acabou perdendo o controle da direção, segundo a investigadora. “Ele disse que viu um vulto, aí puxou o volante e perdeu o controle do carro”, revelou a investigadora, acrescentando que ele havia ingerido bebida alcoólica no dia do acidente. O carro capotou.
Ivan foi resgatado e levado a um hospital de Anápolis, e Kimmberlly chegou a ser socorrida com vida, mas morreu na ambulância. De acordo com a delegada, o suspeito poderá responder pelo crime de feminicídio por dolo eventual, quando uma pessoa, mesmo não tendo a intenção direta de cometer um crime, age com risco de provocá-lo. Quem era a jovem Kimmberlly Gisele estudava direito e amava ir a cachoeiras, segundo a mãe.
Para ela, a filha irradiava luz onde chegava e era a preferida das crianças.
“Excelente filha.
Onde chegava, irradiava luz e energia boa, a preferida das crianças.
Sempre dando conselhos aos irmãos mais novos e me perguntando se minha fase de fazer crochê e de se sentar na calçada para conversar com os vizinhos não iria chegar”, disse Keila à repórter do g1, Tatiane Barbosa. Kimmberlly Gisele ao lado da mãe Keila Aparecida Arquivo pessoal / Keila Aparecida Ao g1, a mãe disse que a filha voltou a trabalhar como auxiliar de vendas em novembro do ano passado em uma loja de produtos esportivos.
Ela havia acabado de retornar para a faculdade, após ter trancado no ano passado.
A jovem tinha o sonho de se formar e ir para uma cidade maior, contou a mãe. Nota da defesa A defesa de Ivan Rodrigues Cardoso vem esclarecer que as informações divulgadas até o presente momento não refletem, de forma fiel e técnica, a dinâmica dos fatos efetivamente ocorridos. Trata-se, em tese, de um acidente automobilístico, cuja apuração ainda se encontra em fase inicial de investigação pelas autoridades competentes.
Nesse contexto, é precipitado atribuir ao caso a natureza de feminicídio antes da conclusão dos procedimentos investigativos e da análise técnica de todos os elementos constantes nos autos. A defesa destaca que não há, até o momento, qualquer conclusão definitiva que indique intenção deliberada de provocar o resultado trágico, motivo pelo qual é imprescindível que o caso seja tratado com responsabilidade, cautela e observância ao devido processo legal. Ivan Rodrigues Cardoso lamenta profundamente o ocorrido e manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima, neste momento de imensa dor e consternação. A defesa informa, ainda, que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para assegurar os direitos e garantias constitucionais do investigado, incluindo a impetração de Habeas Corpus, com o objetivo de garantir a correta aplicação da lei, a regularidade do procedimento investigativo e o respeito ao princípio da presunção de inocência Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e acredita que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da investigação, com base em provas técnicas e dentro dos parâmetros legais e constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito. Atenciosamente, Luiza Barreto Braga. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás