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Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor
16/04/2026
O ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes
Rioprevidência/Divulgação
O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues.
Procurado pelo blog, Euchério não se manifestou até a última atualização deste post.
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Deivis negou, ainda, que sua indicação para presidência da autarquia tenha sido política.
O Rioprevidência é o responsável pelo pagamento de 235 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro.
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Segundo fontes ouvidas pelo blog, a indicação teria partido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil.
O ex-governador Cláudio Castro (PL) disse ao blog não se lembrar quem indicou o nome de Deivis.
"Posso ter consultado Rueda, mas não foi ele.
Eu tinha 500 indicações", disse Castro.
Em outro trecho do depoimento, o delegado da PF quis saber se Deivis recebeu propina direta, ou indiretamente, pelos investimentos no Master.
"Não.
Nenhum", disse o ex-presidente do Rioprevidência.
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Deivis também explicou tecnicamente o processo do investimento de quase R$ 1 bilhão no Master.
"Esse investimento é proposto pela Diretoria de Investimentos.
Eu até li uma coisa assim, que o Comitê [de Investimentos] não tinha autorizado...
o comitê não autoriza investimentos.
A diretoria faz a proposição do investimento, e aí o investimento é feito, e o diretor de investimentos faz o encaminhamento, e eu assino juntamente com ele o investimento", disse Deivis.
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Questionado pelo delegado da Polícia Federal (PF) quem era o diretor de investimentos, Deivis respondeu:
"O diretor de investimentos na época era o Euchério.
Eu cheguei em julho [de 2023] e o Euchério chega em...
Se não me engano, em outubro."
O delegado perguntou se foi Euchério quem indicou os investimentos e Deivis confirmou.
O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, depois de Deivis ter sido preso na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no Sul do RJ.
Ele tinha retornado dos Estados Unidos pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para voltar ao Rio, onde mora.
O delegado questionou de Deivis assinou "naquele bloco de assinatura" e Deivis explicou:
"É no bloco, né? Os blocos que a gente usa para pagamento de contratos, pagamento de investimentos e demais autorizações.
Todas elas são assinadas em bloco, porque senão, só um exemplo, seriam 400, 500, 600 assinaturas num dia, porque é um absurdo, o volume é muito grande.
A gente paga, além de todos os contratos, 260 mil aposentadorias e pensões", respondeu o ex-presidente do Rioprevidência.
Mais adiante, o delegado quis saber por que foi escolhido o Banco Master.
O ex-presidente argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não tinha detectar, "com uma equipe formada por nove ou dez pessoas", problemas que até o Banco Central teve dificultar para identificar.
"O Tribunal de Contas, eu lembro que na época, falou assim, tinha que fazer análise reputacional dos sócios.