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Alerj
Reprodução/TV Globo
No relatório que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou à Justiça para embasar os pedidos de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), a promotoria afirmou que investigações apontam para a infiltração do Terceiro Comando Puro (TCP) em estruturas do poder público estadual.
Segundo o órgão, o grupo teria atuação semelhante à já identificada em investigações anteriores — como a que atingiu os ex-deputados Rodrigo Bacellar e TH Joias e revelou a ligação do Comando Vermelho (CV) com a Alerj. Nesta quinta-feira (18), além de Val Ceasa, a Polícia Civil do RJ e o MPRJ cumpriram mandados contra o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No texto, o MPRJ afirma que há indícios de que parlamentares teriam atuado para favorecer interesses de traficantes ligados ao TCP, incluindo a tentativa de obter informações sobre uma operação policial sigilosa que visava demolir imóveis usados pelo grupo criminoso. Suspeita de interferência em operação policial De acordo com a investigação, Val Ceasa e Ulisses Marins foram ao 16º BPM (Olaria), em dezembro de 2023, para questionar o comando da unidade sobre uma possível ação policial na região de Parada de Lucas. A operação tinha como alvo imóveis de alto padrão — com piscina, academia e até lago artificial — identificados pela polícia como espaços utilizados por integrantes do TCP para encontros e eventos. Placa de projeto social com os nomes dos parlamentares Val Ceasa, Ulisses Marins e Dani Cunha foi encontrada em resort de Peixão Reprodução Após o encontro com os policiais, as autoridades identificaram mudanças nos locais investigados.
Entre elas, a retirada de equipamentos, alterações estruturais e a instalação de faixas indicando supostos projetos sociais, o que, segundo o MPRJ, teria sido uma tentativa de disfarçar o uso ilícito dos imóveis. O MPRJ afirma que não há registro oficial desses projetos nos órgãos públicos municipais, o que reforçaria a suspeita de que as ações sociais eram fictícias. Relação com o tráfico Deputado Val Ceasa é alvo de operação contra ligação de agentes públicos com o TCP A investigação também reúne depoimentos e relatórios que indicam a influência da facção em áreas onde os políticos investigados têm forte base eleitoral.
Segundo o documento, uma parcela significativa dos votos de Val Ceasa e Ulisses Marins se concentra em regiões sob domínio do TCP. Além disso, o inquérito aponta a existência de relações indiretas entre assessores dos investigados e integrantes da facção criminosa.
Há registros de funcionários ligados aos gabinetes com antecedentes criminais ou vínculos familiares com presos por crimes relacionados ao tráfico. Em um dos trechos da peça, o MPRJ afirma haver uma “miríade de relacionamentos espúrios” entre o parlamentar e o narcotráfico. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.
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Baixe o GloboPop. Infiltração no poder público O ponto mais grave destacado pelo MPRJ é o que chama de infiltração do crime organizado nas instituições políticas.
O órgão compara o caso a outras investigações recentes que revelaram a atuação do Comando Vermelho dentro da Alerj. GIF - resort de Peixão no Complexo de Israel, no Rio Reprodução Segundo o texto, os elementos obtidos na apuração indicam que o TCP também conseguiu estabelecer influência no Legislativo estadual. “O presente inquérito policial está a desvendar que a facção rival, autodenominada Terceiro Comando Puro, também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”, diz o Ministério Público. O g1 tenta contato com a Alerj.
Horas após ser alvo das buscas, Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como "herói": "A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população", destacou.