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Afogamentos em praias nos dias de chuva
O Rio Grande do Norte teve pelo menos cinco ocorrências relacionadas a afogamento nesta última semana.
Os dados foram confirmados nesta quinta-feira (16) pelo Corpo de Bombeiros à Inter TV. Em um dos casos, na terça-feira (14), na praia da Redinha, um homem chegou a ser socorrido pelos guarda-vidas, mas não resistiu e morreu. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Os afogamentos aconteceram, principalmente, em Natal: nas praias de Miami, dos Artistas, Ponta Negra e na Redinha.
O outro caso foi registrado na Praia do Amor, em Pipa, no Litoral Sul.
O aumento de ocorrências de afogamento nesse período está associado ao período de chuva na região Nordeste.
"A gente consegue ver que não é focado numa praia só.
Mas todo nosso litoral é atingido por essas chuvas e aumentam esses riscos nas praias.
Então, a gente sempre pede para o pessoal se atentar.
Se você não conhece aquela praia, procura um guarda-vidas e pergunta qual o melhor local para entrar na água", explicou o tenente Vidal, do Corpo de Bombeiros.
Areia Preta, Natal, zona Leste, RN: Local é sinalizado com bandeiras sobre o risco de afogamento Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Outro caso aconteceu na quarta-feira (15), quando foi preciso o uso da embarcação de salvamento para o resgate de um casal que estava sendo arrastado por uma corrente de retorno na Praia dos Artistas.
Segundo os bombeiros, o homem estava com a água na altura da cintura e segurava a companheira, ambos com dificuldades para sair da área de risco.
Evitar áreas de risco e pedir orientações O Corpo de Bombeiros reforçou que as correntes de retorno representam um dos maiores riscos aos banhistas e podem arrastar rapidamente mesmo pessoas com habilidade de natação.
A orientação é sempre respeitar a sinalização, evitar áreas não supervisionadas e seguir as instruções dos guarda-vidas. "Geralmente as nossas bandeiras vermelhas vão indicar que, em frente a elas, existe uma corrente de retorno.
Então sempre que alguém sentir que está sendo puxado para alto-mar, a gente sempre orienta as pessoas a manterem a calma.
Você se deixa ser arrastado por um tempo, se mantendo sempre na superfície da água e, após esse arrastamento, você nada lateralmente", explicou o tenente Vidal.
"O que acontece geralmente? As pessoas se desesperam porque estão sendo arrastadas para o mar e acabam querendo sair pelo mesmo ponto que entraram e acabam nadando contra a corrente.
E a gente não consegue", completou.
Período de chuvas muda dinâmica do mar O tenente Vidal, do Corpo de Bombeiros, explica que o período de chuvas afeta diretamente como o mar funciona.
Um primeiro aspecto que já é alterado, relata, é a turbidez da água.
"Com muita chuva, a água vai se tornando um pouco mais escura.
E, ao longo do nosso litoral, desde o litoral Norte ao litoral Sul, muitas praias apresentam a presença de pedras.
Então, muita gente, principalmente turistas, que não conhecem a praia, vão até o local, querendo tomar banho, e acabam se machucando nas pedras", falou. O ponto mais importante, segundo ele, está relacionado à força das ondas, que são afetadas pelas chuvas.
"As ondas estão muito mais fortes, acabam empurrando muito mais as pessoas.
E afetam muito mais nas forças das correntes, principalmente nas correntes de retorno.
As pessoas quando acabam caindo nas correntes de retorno, elas são arrastadas com mais força e acabam tendo mais dificuldades para voltar", falou.
Como se prevenir O tenente dá outras duas dicas antes de entrar no mar.
Uma delas é manter a água no nível do umbigo.
A outra é evitar o consumo de álcool. "Álcool e água não se misturam.
A partir do momento em que fez ingestão de bebida alcoólica, evite entrar no mar, para que o mar seja um local de diversão, mas com segurança", relatou.
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