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Enfermeira que ia pular de rope jump tentou prestar socorro à jovem lançada sem corda
Uma enfermeira de 26 anos que saltaria de rope jump pouco depois de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem morta ao ser lançada sem cordas, afirmou à polícia que prestou socorro à jovem e tentou reanimá-la.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em depoimento à Polícia Civil, a enfermeira afirmou que desceu da ponte e encontrou Maria Eduarda com pulsação fraca.
"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte [...] Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco.
Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]”, conta.
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Ela afirmou que permaneceu prestando os primeiros socorros até a chegada da ambulância.
A equipe da ambulância precisou cortar o restante do equipamento para tentar utilizar o desfibrilador, sem sucesso.
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo.
No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Ao perceber o ocorrido e o desespero do amigo da vítima, que a acompanhava na plataforma, a enfermeira afirmou que pediu a ele que a levasse até Maria Eduarda para os primeiros socorros.
Enfermeira também saltaria No depoimento, a enfermeira afirmou que seria a 42ª pessoa a saltar no dia.
Com o celular em mãos, a profissional de saúde filmava a preparação da jovem.
"Eu ia mandar para uma tia minha [...] Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular [...] Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas [...] Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: 'a corda, a corda'", relata a testemunha.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 Responsabilidade pela ponte A Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, e pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares.
Segundo o governo federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026.
O governo afirma que, mesmo antes, "pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte" "Em 2024, [...], a ponte foi bloqueada por alguns meses.
Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira", alega o governo federal. Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.
"Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou. "Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias.
A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade.
Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos). Para o governo federal, "os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais.
E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta". A tragédia Ponte do Esqueleto em Limeira Jefferson Barbosa/EPTV Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma.
Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda". A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado na ponte. Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda. Seis pessoas foram detidas.
Em depoimento à polícia, os três instrutores, que foram atuados em flagrante e seguem presos, não souberam explicar o motivo do erro.
A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima. Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba