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Jovem que morreu em rope jump devia ter sido presa a duas cordas, diz delegada
A jovem que morreu após saltar de rope jump devia ter sido presa a duas cordas, mas estava sem nenhuma.
A informação sobre a segunda corda foi divulgada pela delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, nesta segunda-feira (15). "Pelo interrogatório dos três investigados que permaneceram presos, eram duas cordas.
Nenhuma delas estava colocada.
Eles não se recordam se deixaram de colocá-las, quem deixou de colocar ou quem deixou de fiscalizar, mas as cordas não estavam instaladas", disse a delegada à EPTV, afiliada da TV Globo. LEIA TAMBÉM: Saltos anteriores de rope jump viralizam após jovem morrer Ponte onde jovem morreu acumula histórico de acidentes 'Está doendo sua partida', diz mãe de jovem lançada sem corda Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda 'Era para ser eu', diz homem que saltaria antes de jovem lançada sem corda Ainda conforme Levy, a vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estava com uma cinta fixada no corpo e com o gancho onde as cordas deviam ter sido colocadas.
O capacete que ela usava não foi encontrado. "Havia os equipamentos, uma espécie de cinta fixada na região das coxas e do tórax, com o gancho onde a corda deveria estar acoplada.
Seriam duas cordas: uma na região do estômago e outra um pouco mais abaixo, se não me engano.
Nenhuma dessas duas cordas estava presente.
O capacete, que é visível nas imagens, também não foi localizado no local." Andrea Levy, delegada do 4º Distrito Policial de Limeira Reprodução/EPTV Laudos e novas testemunhas A delegada destacou também que os próximos passos da investigação envolvem o depoimento de novas testemunhas e a conclusão de laudos periciais. "Os laudos aguardados são o laudo do local e o laudo necroscópico.
O laudo do local, acredito, não revelará muito mais do que o próprio vídeo, que por si só já demonstra como os fatos ocorreram.
No entanto, ele poderá estimar a altura da ponte, a forma como a vítima foi arremessada, o local onde o corpo foi encontrado e as condições em que foi localizado." Seis pessoas foram detidas.
Em depoimento à polícia, os três instrutores, que foram atuados em flagrante e seguem presos, não conseguiram explicar como a vítima foi lançada sem estar ligada a cordas. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante dos três homens suspeitos de homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda.
Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, permanecerão presos. O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas.
Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade". Andrea Levy pontuou que outras três pessoas serão investigadas, mas em liberdade, a princípio. "Os três que aparecem nitidamente no vídeo são os que estão presos preventivamente.
Os outros três serão investigados porque, em uma análise inicial dos fatos, não foi possível identificar uma conduta direta relacionada ao ocorrido.
Por isso, não havia elementos para a prisão em flagrante.
Nada impede que, no decorrer das investigações, seja representada a prisão preventiva deles também", complementou a delegada. 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo.
No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Morte de jovem em rope jump sem corda: três homens serão investigados por homicídio com dolo eventual Reprodução Enfermeira prestou socorro Uma enfermeira de 26 anos que saltaria de rope jump pouco depois de Maria Eduarda afirmou à polícia que prestou socorro à jovem e tentou reanimá-la.
Em depoimento à Polícia Civil, a enfermeira, chamada Rayza Gabrieli Dias Delfino, afirmou que desceu da ponte e encontrou Maria Eduarda com pulsação fraca.
"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte [...] Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco.
Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]”, conta.
A enfermeira também disse que a jovem estava com um equipamento de segurança preso à barriga, mas sem a corda principal.
Ela afirmou que permaneceu prestando os primeiros socorros até a chegada da ambulância.
A equipe da ambulância precisou cortar o restante do equipamento para tentar utilizar o desfibrilador, sem sucesso.
Ao perceber o ocorrido e o desespero do amigo da vítima, que a acompanhava na plataforma, a enfermeira afirmou que pediu a ele para que a levasse até Maria Eduarda para os primeiros socorros.
No depoimento, a enfermeira afirmou que seria a 42ª pessoa a saltar no dia.
Com o celular em mãos, a profissional de saúde filmava a preparação da jovem.
"Eu ia mandar para uma tia minha [...] Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular [...] Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas [...] Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: 'a corda, a corda'", relata a testemunha.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 Responsabilidade pela ponte Ponte do Esqueleto em Limeira Jefferson Barbosa/EPTV A Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, e pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares.
Segundo o governo federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026.
O governo afirma que, mesmo antes, "pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte" "Em 2024, [...], a ponte foi bloqueada por alguns meses.
Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira", alega o governo federal. Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.
"Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou. "Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias.
A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade.
Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos). Para o governo federal, "os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais.
E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta". Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba