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Polícia faz buscas contra quadrilha que usava empresas para enganar fornecedores no interior de SP
09/04/2026
Operação em Ribeirão Preto mira quadrilha que usava empresas para enganar fornecedores
A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta quinta-feira (9) contra criminosos que se passavam por responsáveis por empresas para enganar os fornecedores delas no interior de São Paulo.
São cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo sete em Ribeirão Preto (SP) e dois, em Limeira (SP), além do bloqueio de quatro veículos.
Aparelhos eletrônicos, como roteadores e notebooks, cartões bancários e cheques foram apreendidos.
Ninguém foi preso.
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Segundo as investigações, a quadrilha usava o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e razão social das empresas para abrir cadastros e obter crédito.
Assim, os criminosos faziam compras de produtos a prazo, recebiam a mercadoria, mas não realizavam o pagamento dos boletos na data de vencimento e deixavam de atender ligações e responder a e-mails.
Além disso, para dar maior aparência de legitimidade, o grupo criava domínios de e-mail e contas semelhantes aos das empresas verdadeiras.
Entre instituições que tiveram os dados usados estão algumas do setor de informática e de agropecuária, além de empresas "laranjas".
A operação deflagrada nesta quinta foi chamada de "Arara Caipira", em alusão aos golpes com compras faturadas usando empresas reais.
Polícia mirou quadrilha que usava empresas para enganar fornecedores em Ribeirão Preto
Polícia Civil
Como a polícia revelou o esquema
A polícia começou a investigar o esquema após queixas de empresas que eram contatadas por fornecedores questionando o pagamento das compras.
Durante a investigação, foi constatado que os golpistas utilizavam linhas telefônicas registradas em nome de terceiros, e-mails falsos e contas em aplicativos de comunicação com fornecedores.
Por isso, foi solicitada quebra telemática.
A partir dos dados sigilosos, a Polícia Civil identificou acessos aos sistemas digitais utilizados no golpe e os locais onde os telefones eram usados, majoritariamente na região de Ribeirão Preto.
Com isso, foram identificados intermediários e outras pessoas que poderiam chefiar a quadrilha.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
O esquema, diz a polícia, possui "alto grau de profissionalismo e organização, com divisão clara de tarefas entre os integrantes".
"As análises indicaram que os envolvidos podem participar de outros grupos criminosos correlatos, atuando de forma contínua na prática de fraudes naquela região do Estado de São Paulo", completou.
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