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Porto de Santos autoriza navio com 18 toneladas de gasolina para evitar desabastecimento devido à guerra no Irã
09/04/2026
Embarcação MH Buiki, de bandeira panamenha, trouxe o combustível do Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia.
Autoridade Portuária de Santos
A Autoridade Portuária de Santos (APS) autorizou a atracação prioritária de um navio carregado com cerca de 20 mil toneladas de gasolina no Porto de Santos.
A concessão, segundo a APS, foi dada em razão da real possibilidade de desabastecimento do Estado de São Paulo, conforme atestado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), devido aos conflitos no Oriente Médio.
A embarcação em questão é a MH Buiki, de bandeira panamenha, que trouxe o combustível do Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia.
A APS informou que o navio está carregado com 17.974 toneladas de gasolina, cerca de 600 caminhões-tanque.
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O navio chegou ao Porto no último dia 30 de março, e realizou a descarga do material no Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla).
A APS destacou que a operação beneficia diretamente o consumidor ao reduzir o risco de falta de gasolina nos postos de combustível.
Em nota, o presidente da APS, Anderson Pomini, destacou que a operação especial foi autorizada a partir de um pedido de uma distribuidora.
Ele também ressaltou o papel do Porto de Santos em um período “dramático que afeta a economia de vários países”
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“É função do Porto de Santos, como porto público, avaliar as necessidades do País e permitir – sob análise rigorosa – que algumas embarcações possam ter prioridade, em condições específicas” disse, em nota.
A APS pontuou que a Diretoria de Operações (Diope) tem recebido outros pedidos de atracações prioritárias de combustíveis, que são analisados de forma criteriosa para atender o cenário atual sem que nenhuma embarcação “passe na frente da outra”.
Desabastecimento
De acordo com a APS, a autorização levou em consideração um parecer da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que atestou a real situação de desabastecimento do Estado de São Paulo.
Isso porque, por conta dos conflitos no Oriente Médio, houve uma instabilidade na distribuição mundial de combustíveis devido à obstrução do estreito de Ormuz para navios de determinados países.
A APS disse, em nota, que espera que o cessar-fogo acordado na última terça-feira (7) seja mantido e ressaltou que se mantém atenta aos efeitos no Brasil deste conflito.
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