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Defesa Civil de São Paulo monta gabinete de crise para acompanhar avanço de tempestades
A previsão de tempestade com chuvas e ventos fortes no interior do estado de São Paulo entre esta sexta (11) e sábado (12) fez com que a Defesa Civil montasse um gabinete de crise que objetiva agilizar o atendimento de possíveis ocorrências.
Ele vai reunir representantes de vários setores para acompanhar, em tempo real, o que está acontecendo em cada região.
Cidades das regiões de Sorocaba (SP), Jundiaí (SP) e Itapetininga (SP) suspenderam as aulas da rede municipal de ensino nesta sexta-feira (11) por conta do alerta da Defesa Civil. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em entrevista à TV TEM, a tenente Ludmilla Alcântara explicou que o alerta foi emitido diante da frente fria que vem do sul do país e atravessa todo o estado de São Paulo. "A previsão de destaque para hoje à tarde, ou seja, sexta-feira, é que a gente tenha transtornos mais acentuados, principalmente relacionados a acúmulo de chuvas, ventanias, tempestades, até possibilidade de granizo e raios em várias regiões do estado de São Paulo.
O destaque é para os municípios que fazem divisa com o estado do Paraná", disse.
Defesa Civil do estado de São Paulo montou um gabinete de crise TV TEM/Reprodução A tenente também destacou previsão severa para a faixa leste do estado, o que inclui Vale do Ribeira, Sorocaba, Registro e Itapeva, e que podem ter transtornos acentuados, principalmente durante à tarde e noite de sexta-feira e na madrugada de sábado (12).
LEIA TAMBÉM: Alerta prevê fenômenos extremos no interior de SP; saiba o que são tornados e microexplosões Cidades do interior de SP suspendem aulas nesta sexta-feira após alerta de tornado Acidente com mortes, enchentes e aulas canceladas: prefeituras contabilizam estragos no interior de SP Segundo a agente, as condições são favoráveis ao risco de tornados devido ao sistema de baixa pressão que atua diante da frente fria que está aproximando.
Cidades como Presidente Prudente e Marília (SP), próximos da costa e do sul do estado, são os primeiros a serem atingidos. "Sempre quando a gente tem esses transtornos vindo do oceano, essa baixa pressão, ela traz vento, ela traz essa frente fria.
Quando a gente fala de frente fria, são vários fenômenos associados, ou seja, vento, chuva, quedas de temperaturas, raios, tudo num fenômeno só.
Então, são várias condições dentro de um único fenômeno, e por isso que ela tende a ser muito rápida e muito grave, causando muitos transtornos", disse a tenente. Chuva causou estragos em Avaré (SP) Defesa Civil Risco de tornado A Defesa Civil do estado de São Paulo afirmou que as condições climáticas são favoráveis para tornados no interior.
"O tornado é basicamente uma evolução.
Então, é sempre quando a gente tem um acúmulo muito forte dentro dessa nuvem de tempestade, ventos, rotacionando ao ponto de atingir o solo.
Esses ventos se tornam um tornado quando ele desce e atinge o solo, principalmente em lugares abertos, locais descampados.
Por isso que a gente vê aquele funil, que é justamente quando ele se despende da nuvem e atinge essas áreas mais abertas", explicou Ludmilla.
As condições são severas e existe a possibilidade de chuvas contínuas para os próximos dias.
Outros pontos de atenção são os riscos de deslizamento e desabamento. Deslizamento de terra é registrado na Raposo Tavares em Itapetininga, nesta sexta-feira Artesp/Reprodução Gabinete em Sorocaba Nesta sexta-feira (11), a Prefeitura de Sorocaba também instaurou um Gabinete de Crise no Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) para monitorar áreas de risco com o apoio da Defesa Civil, Bombeiros, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e diversas secretarias. Como suporte, duas unidades da Casa do Cidadão (Paço Municipal e Avenida Ipanema) ficarão abertas após as 17h para atender possíveis vítimas.
A cidade também disponibilizou vagas em hotéis para desalojados e locais provisórios para animais domésticos e de rua. Ações preventivas incluem a limpeza de bueiros, córregos e reservatórios pelo Saae, além da redução da vazão da Represa de Itupararanga pela CBA.
Equipamentos de resgate, como barcos e máquinas pesadas, foram mobilizados. Além disso, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba (SP) solicitou à empresa Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) a redução temporária da vazão de água liberada pela Represa de Itupararanga para o Rio Sorocaba.
Após o pedido da autarquia municipal, a concessionária confirmou a redução do fluxo liberado, que caiu de 11 para 6 metros cúbicos por segundo (m³/s).
O novo volume representa a vazão mínima operacional de segurança do reservatório. O objetivo principal é diminuir a calha ocupada pelo rio no trecho urbano de Sorocaba antes do início dos acumulados de chuva previstos para a região.
Segundo o Saae, o monitoramento dos níveis do rio e da represa permanece em caráter contínuo.
Novas reavaliações do fluxo de água serão feitas em parceria com as instituições regionais à medida que as condições do tempo evoluírem. A redução temporária atende às regras do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê e respeita a outorga emitida pelo órgão regulador estadual SP Águas. Com 54 mm de chuva nas últimas 24 horas, totalizando 143 mm em setembro, não há vias interditadas.
Em caso de emergência, a Defesa Civil orienta buscar locais seguros e contatar o Bombeiros pelo193 ou a Defesa Civil pelo 199. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM